O governador Wellington Dias em seu discurso de posse fez um lamento. Disse que não queria ver tanta gente no Piauí dependendo do Estado para viver. Não fica claro se a dependência citada pelo governador em seu discurso de posse faz referência às pessoas que estão vivendo em função de programas sociais financiados pelo estado ou às pessoas que vivem em função de figurarem em folha de pagamento.
Nas duas situações, seja como funcionários do estado ou como beneficiados de programas sociais, os piauienses vivem uma escravidão branca. Dependem de mesada de um estado maternal que os acorrenta e que força o próprio administrador desse sistema, Wellington Dias, lamentar.
Durante o governo Lula e Wellington foram criados programas sociais que colocaram ainda mais de joelho os povos pobres. Agora o próprio governador lamenta. Isso se dá por que Wellington Dias percebeu que não vai conseguir um estado auto-suficiente com um povo enquadrado em arranjos de existência. Precisa do seu povo livre e disposto a suar e sangrar pela construção do estado onde moram.
Wellington Dias lamentou que as pessoas estejam assim tão dependentes e nós lamentamos que só agora ele e nós mesmos estamos nos dando conta disso.
Editorial do programa Painel da Cidade, na Rádio Pioneira apresentado por Joel Silva no dia 3 de janeiro de 2007
Quem venceu o debates entre Lula e Alckmin?, eis a questão!
O cinismo, eis a resposta!
O presidente da Comissão de Sindicância da Câmara, Ciro Nogueira Filho (PP) anda muito chateado com a imprensa. E não é para menos! Tanto aqui quanto em nível nacional ele vem sendo alvo de pequenos e grandes escândalos, todos infundados mas que lhe são atribuídos pela imprensa. O último deles foi hoje mesmo. Ricardo Noblat, jornalista que possui um blog e que cobre a movimentação em Brasília, disse que Ciro estava trabalhando nos bastidores para tentar barrar a lei que limita em 49% o número de assessores parlamentares. Pode até ser verdade que ele trabalho a favor, mas na hora de votar, votou a favor da chamada lei da moralização, que acabou sendo aprovada pela Mesa Diretora. Ciro não quis responder as críticas. Mas seus assessores mandaram nota onde alegam que o voto dele a favor da lei mostra o seu posicionamento.
O comportamento de Alberto Silva é repugnante. Ele está certo quando diz que o apoio a Mão Santa é correto, afinal são da mesma sigla. Mas não deveria ter empenhado palavra com Wellington. Ele na verdade é um oportunista. Tem faro de poder e sente que será deputado federal sem dúvida. Associa a esse fato os indícios de que Mão Santa é imbatível. Vamos ver no que isso vai dar. De já recomendo: não votem em quem não consegue empenhar a sua palavra.
Em todas as profissões, as obrigações de ofício nos colocam em constrangedoras situações, em vários momentos. No jornalismo, as calças justas são muito freqüentes. Isso porque em muitas situações, nós precisamos testemunhar momentos em que personagens vivem o limite do seu controle emocional.
Hoje eu fazia a matéria sobre a reunião da Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados que decidiu pela cassação do deputado federal B. Sá. Tentei de todas as formas um contato com o deputado para que ele pudesse dar uma declaração sobre o assunto, mas não consegui encontrá-lo.
Embora eu não tenha conseguido falar com o deputado federal piauiense, consegui falar com o seu filho e assessor de todas as horas, Júnior Sá. Vale ressaltar que foi o próprio Júnior Sá que se colocou a disposição da imprensa há duas semanas para dar esclarecimentos sempre o que fosse necessário. Mas eu acho que hoje ele estava vivendo uma dessas situações limite a que me referi no início. Ao invés de dar esclarecimentos e me ajudar a encontrar o B. Sá e com isso fazer com que a voz de seu pai também chegasse aos ouvidos da população, e não só a opinião formal do parlamento; para que ele desse o seu ponto de vista sobre a decisão da Comissão, ele passou a me agredir. Acho que ele confundiu a minha conduta com a linha editorial do jornal, coisas absolutamente distintas e que de maneira nenhuma podem condenar nenhuma empresa de comunicação. Que culpa tenho eu se o jornal Diário do Povo, acertadamente, diga-se de passagem, acompanhou de perto o caso B. Sá? Além disso, ele disse impropérios contra Ciro Nogueira Filho, presidente da Comissão que investigou o caso B. Sá na Câmara.
Eu sempre discordo da conduta de Ciro Nogueira Filho. Acho que ele faz uma política do tempo do meu avô, mas nesse caso ele não merecia a agressão. O perdão a Júnior Sá só pode vir pelo meu reconhecimento de que o drama de ter um pai às portas da cassação é uma coisa melindrosa demais. Eu também não sei como reagiria. Aliás, me coloco sempre no lugar dele, já que o meu pai é também da mesma geração de B. Sá e os dois tem inclusive uma boa relação, ainda que relativamente distante um do outro. É uma relação típica de fonte e jornalista.
Acho que Júnior Sá poderia reconhecer que Ciro, como membro da bancada piauiense, até que andou dando toques de amigo para B. Sá e que ele insistiu em não ouvir. Ele tme que observar também que foi o deputado federal que foi flagrado em ligações e que esses grampos não fui eu nem o Diário do Povo quem autorizou.
Acho que as pessoas se distinguem umas das outras pela forma como reagem a sua situação limite. Júnior Sá se comportou muito mal, mas eu compreendo os motivos.
Eu acho importante fazer uma reflexão em torno da Copa do Mundo, já que todos o fazem. Mas queria fazer dentro de uma perspectiva que me chama a atenção e que me incomoda, que é o da cobertura esportiva.
Embora eu tenha visto muitas opiniões em torno da cobertura, acho que ainda falta mais espaço para uma reflexão crítica em torno do papel da imprensa televisiva à Copa. Cheguei a conclusão de que temos profissionais com lampejos de amadorismo. Ou seria amadores com lampejos e profissionalismo? O fato é que não há como as coberturas esportivas, sobretudo na TV, serem desprovidas de uma paixão exagerada. A razão anda longe das análises da equipe esportiva. Evidente que eu não chego ao absurdo de achar que essa falta de profissionalismo interfere diretamente no desempenho da Seleção, mas ela tem conseqüências mais graves do que a simples eliminação do Brasil na Copa. Ele mexe com o inconsciente coletivo e nos faz, enquanto audiência, dependentes da Copa. A crônica esportiva, da forma como está sendo praticada, nos torna viciados não em consumir a competição, mas em sermos protagonistas dela. E isso é ruim, porque se trata de mais uma farsa televisiva.
Isso não aconteceria se o narrador só narrasse, se o comentarista se esmerasse em ter opiniões abalizadas e não apaixonadas e se os repórteres não insistissem em nos convencer de que Lucerna, Nova Zelândia, Gana, Croácia, Japão e Austrália são times bons e que vencê-los é um bom sinal.
A imprensa nos apaixona
O papel da imprensa não é nos apaixonar, mas nos informar. Mas eles nos entorpecem. Nos enchem o saco com os seus palpites e opiniões que nos criam uma expectativa e fé sobrenatural em nada menos do que humanos.
Um outro ponto que interfere diretamente na formação de opinião da audiência é o monopólio da transmissão, um absurdo em um país que prima pela democracia. A Globo não era a dona da informação exclusiva, mas associou o fato de ser a detentora dos direitos de transmissão à idéia de ter as principais informações da Copa. Os próprios jornalistas de outros canais se queixaram do tratamento diferenciado das “fontes”, no caso jogadores e comissão técnica, que foram contaminados pela supremacia global e se furtavam de conceder entrevistas aos da “periferia do jornalismo”. O curioso disso tudo é que as informações alternativas que se via em Record e Bandeirantes tinham qualidade muito maior do que a Globo em certos pontos, já que as mesas redondas promovidas por esses canais tinham opiniões divididas e carregadas de dúvidas quanto a capacidade da nossa Seleção. Vale frisar que, lançar dúvidas sobre os objetos analisados é uma técnica muito eficiente de chegar a uma conclusão sobre sua qualidade.
O preço da audiência
Saiu uma pesquisa de intenções de voto não oficial para deputado estadual. A deputada estadual Flora Isabel viu os números e não gostou. Ela estava lá no fim da lista, algo inaceitável para um alguém que tem o mandato na mão e busca a reeleição. Resultado: a parlamentar passou mal e teve que pedir uma licença de 15 dias.
Ela não vê lógica nesses números, porque se considera muito atuante. Mas à deputada vai a nossa opinião: Pesquisa num tem lógica mesmo não! Veja no topo da lista, quem está? CABELOURO. Alguém acha que um homem desse tem motivo para liderar pesquisa de intenção de voto em algum lugar desse mundo?
Firmino Filho anda meio triste. Ele percebeu o erro que cometeu, sem querer, é verdade, quando demonstrou não ser favorável a candidatura de Hugo a senador em sua chapa. Ele não estava mal intencionado, se deixou levar por uma pesquisa prévia, muito antecipada e de pouco significado.
Em todo o caso, ele se arrepende e vê escapar por entre os dedos a chance de se eleger governador. A coligação entre PFL e PSDB pode acontecer, mas será apenas formal, sem pedido de votos efetivos de pefelistas a tucanos e sem comprometimento de ambos os lados. Cada um vai cuidar de salvar o seu mandato na coligação que já nasce falidaHugo Napoleão (PFL) não pode ver seu partido se coligar ao PMDB oficialmente nas eleições de 2006. Mas quem se importa. Ele já deixou claro que vai fazer uma “chapa branca cruzada” com o partido. A “chapa branca cruzada” é o seguinte: Hugo, embora coligado com Firmino, pede votos para Mão Santa para governador. Mão Santa por sua vez, indica um senador qualquer, (o que tudo indica Ary Magalhães), mas pede votos de verdade para Hugo Napoleão.
Difícil de acreditar um acordo desse entre dois homens que mal se falavam há até alguns meses atrás. Pois Hugo brigou até conseguir transformar Mão Santa no primeiro governador cassado por corrupção. Mas garanto que isso acontecerá, caso Hugo seja mesmo candidato a senador.Bem que o Fenelon disse hoje no programa do Amadeu Campos. Brasil
Para finalizar eu queria pedir a todos os brasileiros que porventura visitem este blog: por favor, duvidem de Ronaldo, porque é sob pressão que ele se revela.
Assisto sempre a transmissões da rede Globo. Creio que eles trabalham dentro do melhor padrão de jornalismo. Sua parte de entretenimento também é exemplar. Mas neste final de semana fiz restrições à emissora. No meu entendimento, eles não deram a devida importância a morte do humorista Bussanda, vítima de infarto na Alemanha.
Ele estava compondo a equipe de transmissão da emissora que cobria a Copa, a seu modo, é bem verdade. Não havia sinal de luto nas transmissões de jogos. As transmissões no dia da morte de Bussanda tinham a mesma euforia de sempre na entonação de narradores.
Ainda se pôde ver no site mantido pela emissora, uma tímida homenagem. Galvão gravou um depoimento. E foi só.
Não sei se foi um erro da Globo o modo como tratou o assunto, mas acho que o público esperava uma abordagem diferente e um respeito maior ao colega deles.
O jornalista Fenelon Rocha chegou de doutorado na Espanha. Veio espantado com a guerra política e a forma medieval como continua a se desenvolver no Piauí. Adversários se atacam e esquecem de promoverem a si mesmos. Preferem denegrir sempre a imagem do outro.
O fato revela a deseducação dos eleitores que preferem o espetáculo da guerra entre partidos dos que os enfadonhos horários eleitorais que apresentam propostas de transformações. Preferem políticos exaltados ou que se fingem de bobo, do que uma discussão crítica e mais aguçada em torno da dura realidade local que urge de mudança e participação do eleitorado.
Logo que Fenelon Rocha fechou a boca na entrevista que dava a Cinthia Lages, aparecem os primeiros sinais da preocupação do doutor. Mão Santa e Alberto Silva, correligionários, em comum, só possuem a sigla, o cargo de senador e a falta de educação diante das câmeras. Trocam insultos desnecessários. Uma postura que mostra o quanto os eleitores locais são inconscientes ao desferir seu voto. A briga, para a alegria do anestesiado votante, deve se estender com um empurrãozinho dos meios de comunicação que aproveita o assunto.
Mais tarde, na TV em rede nacional. Vemos o PFL investir em um programa que se presta apenas a fazer críticas ao Governo de Lula. Embora mereça todos os questionamentos dos eleitores, as posturas de Lula e de seus auxiliares já estão sendo levantadas. Além disso, a população já sabe de todo o mal que o presidente cometeu. O bom seria que os demais partidos virem a página e apresentem uma alternativa e não se repitam em descrever o mal feito de seus adversários. Mas infelizmente o eleitor parece não querer alternativas.
O ministro Marcos Aurélio Mello voltou atrás na decisão de manter o rigor das coligações partidárias e tudo voltará ao normal entre as siglas. Isso mostra não a capacidade de corrigir atos, mas a força que as oligarquias exercem sobre os ministros que eles mesmos indicam. É um processo complicado mas que garante que não haja um judiciário independente
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